quinta-feira, 7 de junho de 2012

A cara da campanha

A elaboração do logotipo em campanha eleitoral majoritária é um árduo trabalho que exige dos profissionais muito mais que inspiração. O processo criativo não pode ter censura, pois que a mesma costuma inibir a criatividade. Depois da criação, contudo, há que lapidar a pedra até que vire um diamante puro. O desenho, as cores, o símbolo (se houver) tudo comunica com o emocional do eleitor e não pode encontrar resistência, o que é difícil porque o público alvo é amplo e de lentes variadas de observação (culturas diferentes). Ser simples, evitando qualquer elemento que dificulte a leitura do nome ou do número, é cautela obrigatória.

Aquela frasezinha...

O conceito de uma campanha, resumido no slogan do candidato, deve inspirar as expectativas sobre a candidatura: a que veio, com que motivação, seus objetivos e métodos. Pode enfatizar a causa principal do candidato, como também ser uma síntese de todas as bandeiras. É preciso saber, no entanto, que o slogan é peça fundamental da marca e tem a elevada função de posicionar o candidato perante os adversários e a realidade do cenário, ou seja, as necessidades e expectativas do eleitor. Conciso, verdadeiro, cirúrgico, emocionante, o bom slogan empolga, convence o eleitor e fortalece a candidatura, se a criação, não obstante aos recursos artísticos, obedecer a estratégia de marketing.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Respeito ao eleitor

Quando o candidato é do ramo, digo, político com experiência e sensibilidade, nada vai estranhar do bom diagnóstico e da estratégia proposta pelo marketing. Caso ele estranhe e não fique satisfeito com a proposta, melhor pedir mais estudos ou trocar de profissional. Porque o bom senso é o norte na política. Não pode ser ferido, nem em nome da criatividade, nem da arte nem de nada. O bom senso é superior à originalidade. Na política não cabem viagens de criativos, nem experiências mirabolantes. O eleitor precisa ser respeitado. E candidato não é cosmético.

sábado, 2 de junho de 2012

Coisa de índio...

Para fazer um bom diagnóstico e elaborar a estratégia de marketing de uma campanha eleitoral, é necessário mais que uma boa leitura nas pesquisas. É preciso ouvir o barulho da floresta.

E pescador...

Tem gente que despreza palpiteiro. Eu não. Ouço o quanto der... Cada opinião esconde uma pérola, mesmo aquelas que chegam quadradas e, principalmente as que parecem ostras.

Pela fertilidade

Apesar da injustiça, porque existem idealistas, apaixonados e sinceros, os políticos estão todos num só balaio que enfrenta grave crise de credibilidade. Não obstante aos motivos reais da indignação geral, compreendendo inclusive a generalização como forma de pressão para que alguém faça alguma coisa, acho improdutiva a indignação como geradora de critica estéril. Você aponta o erro e não mostra que pode fazer melhor? Ora, vá e prove que é possível. Seja um político bom.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ojeriza tática

A generalização sobre os políticos, a crítica fácil e o ódio alimentado contra essa importante atividade humana não são facetas da ignorância. Fazem parte da estratégia de sobrevivência da omissão.

Liderança e confiança

Há um equívoco na política: achar que o marketing faz pesquisas qualitativas para orientar o candidato a falar o que o povo quer ouvir. Marketing político que se preza não cerceia a prerrogativa do líder que deve ser servidor, mas não subserviente. Dizer o que o povo precisa ouvir, e não o que quer.


Os atalhos na convivência humana são abomináveis, um flagrante da preguiça. Agradar para conquistar é um deles. Ser sincero parece ser um caminho longo demais, nesta era do "compre com um clique". As pessoas se esquecem, no entanto, que só se alcança a admiração, a amizade, o amor de alguém, de verdade, quando se conquista inteiramente a sua confiança.