segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Antevidência

Para o bom entendimento da realidade, o candidato não pode ver pesquisas como se vê uma foto ou mesmo uma radiografia. Há que se aprofundar no exame. Com ajuda de profissionais especializados, deve lançar mão da estatística e obter cálculo avançado, que desvenda o verdadeiro cenário, incluindo a tendência. Assim, é possível se posicionar melhor e trabalhar com olhos nas variáveis, muitos lances à frente. Não é à-toa que o Xadrez é a melhor analogia para a disputa eleitoral. Parece alienado o jogador de Xadrez que mexe as pedras por resultados imediatos ou pensando apenas numa jogada a fazer. Se não tiver concentração e raciocínio para enxergar as possibilidades de futuro, jamais iniciará uma jornada ao cheque-mate com passos disciplinados e produtivos. Sem prevenção, dão-se os primeiros passos para uma longa caminhada, sem saber a direção.

sábado, 18 de agosto de 2012

Prudência

Ao contrário de quem se encontra em desvantagem e precisa ousar, quem está em situação confortável deve se acautelar. Estar na frente, tanto em intenção de votos como em potencial, é de muita responsabilidade. Para o sucesso (mera manutenção do quadro) desse candidato é melhor não errar do que acertar. Então, o risco se faz desnecessário e até insensato, enquanto que a prevenção, mister. Até por ter mais tempo que o adversário para pensar, tudo precisa ser bem planejado, cada peça publicitária devidamente discutida, todo texto, antes de publicado, avaliado com bem-vinda crítica. Nessa campanha não há que ter pressa para agir, então não tem motivos para o improviso. Muito menos para jogar dinheiro fora com investimentos desnecessários.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ousadia

Quando o processo eleitoral parece desfavorável, a situação nublada... O adversário gozando de confortável vantagem, com mais recursos e saúde eleitoral... O que nunca se deve fazer é jogar a toalha. Nem esmorecer... É preciso ousar, desafiar a realidade, a matemática, os estatísticos, a mesmice. O candidato deve lembrar que ele é o líder nato, capacitado para indicar o melhor caminho. Precisa decidir o que fazer e não deve deixar para lamentar nada ter feito, depois do pleito. Há que recorrer ao instinto de comandante, sua inteligência política, a natural capacidade de discernir sobre os lances à frente, como um bom jogador de Xadrez. E agir com a nobre missão de interferir com sensibilidade na mudança de rumos do município pelo bem da população. O bom caminho para a ousadia é vencer o orgulho, o medo, o egoísmo, tudo que nos prende à mediocridade. Os gregos construíram um grande cavalo de madeira e o deram de presente. Ganhou a guerra de Tróia. O candidato precisa pensar desamarrado, com as asas abertas e muito desprendimento. Mas nada disso é possível, eu creio, sem se ajoelhar num quarto fechado e pedir a Deus uma boa idéia.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tiro no pé

Camarada que faz parte da equipe do candidato e que aproveita a “oportunidade” de campanha para garantir seu espaço no “futuro governo” já não está de bem com a ética, muito menos com a política. Presta um desserviço ao candidato e ao processo eleitoral. Agora, se o esperto, para garantir esse espaço, resolve tratar mal os colaboradores para demonstrar “autoridade”... Aí é o tal do atirador de elite. No pé. Porque uma campanha vitoriosa não se faz com essa pseudo autoridade, mas com muita união de todos. Há que tratar a todos com carinho e espírito de colaboração mútua. O líder é o servo dos demais. O pior de tudo, no entanto, é que os candidatos e mesmo os coordenadores (quando não são os tiranos) não conseguem enxergar esses atos porque geralmente o “chefe” oportunista é também hipócrita. Trata mal os pequeninos, mas bajula os grandes... Como diz um amigo, pensa que Deus não vê, logo Ele que sonda corações e conhece a alma de cada um.

Desejo de vitória?

Quem coloca o desejo de vitória numa eleição acima do respeito ao eleitor já não merece a satisfação dessa vontade egoísta e totalmente inadequada ao serviço público. Para que quer a eleição o candidato que não ama o seu povo? Para sua própria satisfação? Para a inflação (do bolso e do ego)? Para crescer, enquanto reduz o cidadão? A vitória, caro candidato, depende de como você vai se apresentar ao eleitor que, aqui no Brasil, tem amadurecido e percebido na expressão facial, no tom de voz, nas entrelinhas do discurso, a quantas anda sua abnegação, indispensável a quem se entrega ao sacerdócio de servir ao público.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Na luz

Ao longo da carreira profissional, em algumas cidades, cheguei a conversar com mais de um candidato, até definir com qual iria trabalhar. Tive a oportunidade de certa vez conversar com um que demonstrou raiva do adversário, já dizendo que queria uma campanha combativa, que a ordem era bater. Quando fui conversar com o candidato do outro lado, tive uma surpresa: Ele demonstrou piedade do rival, alem de mencionar planos bem mais avançados que o referido processo eleitoral. Não tive dúvida de que lado estaria... Ódio, desejo de vingança, qualquer um pode ter. Piedade é só para os fortes, os corajosos. E também achei coerente o fato de pensar grande, não enxergar apenas aquela eleição.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Amor e coragem

Exercer cidadania é amar o próximo, ser gentil, querer o bem. Cidadania é não prejudicar o vizinho, não trair o colega, não ignorar o amigo nem falar mal do irmão. Ao contrário de matar o semelhante, apontar diferenças, cobrar atitude dos outros, cidadania é promover a vida, enxergar a essência, compreender e tolerar limitações. Cidadania é proteger os filhos dos outros como se fossem seus. Ajudar idosos, repartir o pão, oferecer socorro. Cidadania é o caminho para o verdadeiro desenvolvimento da cidade e, por conseguinte, da nação. Cidadania é atitude de amor e coragem, o bem agir do coração.