Tenho um amigo que conseguiu ajudar e a elevar algumas pessoas. Tem um talento incrível para encaminhar jovens,
estimular gente profissionalmente, apontando caminhos, dando conselhos, mas,
acima de tudo, transmitindo carinho. Ontem estive com ele e um dos seus, e foi fabuloso admirar o mestre e o aprendiz, conversando de igual
para igual. Depois que o “aluno” saiu, falei para o amigo, o quanto gostara de
ver a estatura atual do seu pupilo e enfatizei o talento de formar
pessoas, lamentando inclusive não ter conseguido o mesmo com alguns que
passaram por mim. Admiro essa vocação que obtém resultados humanos visíveis,
que podem ser contemplados facilmente. Alguns professores desperdiçam essa
missão, muitos patrões perdem essas oportunidades que Deus oferece. Porque todo
relacionamento, seja com quem for, contém esse natural objetivo de auxílio ao
crescimento pessoal. Ao me referir ao exemplo do meu amigo, estou focando
precisamente a relação de trabalho patrão ou chefe com empregado ou
subordinado. Que iniciativa maravilhosa de alguém, ao ter ascensão profissional sobre outra,
aproveitar a oportunidade para ensinar com paciência e elevar com generosidade e, jamais, para tolher ou rebaixar. O
exercício do perdão é essencial nessa, como em toda relação, pois ninguém consegue conviver
com alguém por um longo período sem passar pela necessidade de perdoar,
evitando conflitos graves e o rompimento, sempre um desperdício para ambas as partes. Devemos sempre mirar a superação dos problemas, sem rupturas que deixam ressentimentos e inimizades. A compreensão se faz indispensável,
do contrário o afeto nem chegaria a existir. Há que compreender as diferenças e
as limitações do outro, para amar. Fico imaginando os estragos que fazem os
patrões incompreensivos, exigentes demais e, muitas vezes, invejosos... As
humilhações, assédios psicológicos costumam mutilar
espiritualmente, rasgam almas. Este amigo, a quem me refiro, se sente honrado pela
obra que tem realizado. Certamente, recebeu esse dom de Deus e, portanto, age como um cuidadoso ourives
humano... Mas quem não teve, até agora, paciência, tolerância e boa vontade
com pessoas que Deus colocou na sua vida para serem bem cuidadas, faça como eu,
peça perdão apaixonado ao Senhor, completamente arrependido, e busque em Jesus Cristo a
correção. Pois estamos nesta vida, essencialmente, para aprender a amar e ajudar o próximo.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Depreciar?
Não seria preciso atacar o Brasil para disputar as eleições, não mesmo. Nem boicotar a Copa pra conseguir melhor aplicação das verbas. Nem promover baixa auto-estima para ganhar a opinião pública. Quem promove isso, o faz por medo ou por falta de argumentos e de convicções ou por não saber o que fazer ou por excesso de ambição pelo poder e, entre esses, estão os mentores. É preciso atentar para as consequências dos nossos atos, pois o que semeamos colhemos. Como o marido que trai a esposa ou xinga a própria casa, e depois não consegue reverter a separação... Como a esposa que fala mal do marido e depois não consegue manter o casamento, nem amparar os filhos... Como os filhos que desonram os pais e depois sofrem com as consequências no relacionamento familiar... Tem brasileiro dando tiro no pé. Tem gente graúda, com interesses egoístas, dando risada da nossa auto-mutilação psicológica. Política se faz com elegância, inteligência. Jamais com o fígado. Essa onda de que o Brasil não presta, de chamar o Brasil de atrasado, não passa de discurso manipulado para o bem de quem deseja tomar o poder a qualquer custo. Ou reverter a política econômica para se beneficiar. Mas quem não mede esforços para tomar o poder, depois, não tem escrúpulos para conter a marcha do egoísmo. Do mesmo modo, atento para os ataques pessoais contra autoridades. O festival de pedradas... E não falo só da oposição, pois que o partido que está no poder também tem agido com deselegância, logo quem deveria dar o exemplo!!! Tenho lamentado o que vejo, pois não merecemos. O País tem dado um show de evolução política, sem guerras, sem grandes conflitos... Não podemos transformar este pleito eleitoral numa batalha inconsequente, nem precisamos disso. Basta agir com serenidade e firmeza, e conseguiremos combater a corrupção e, portanto, a evasão absurda de recursos. A quem interessa o caos??? Queremos decência? Ajamos com decência. Queremos respeito? Tenhamos respeito. Queremos um país mais justo? Sejamos justos. Não existe outro meio de colher o que se quer, sem semear a semente desejada. Por acaso, nós, brasileiros, achamos que, plantando abacaxi, vamos colher tomate?
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Símbolo de liberdade
Os interesses que mobilizam historicamente os EUA na sua
política internacional, interferindo no destino de diversos países de todo o
mundo, contrariam o seu símbolo principal, a Estátua da Liberdade, em Nova
York. De acordo com o historiador William Blum, desde 1945, “os EUA tentaram
derrubar mais de 50 governos, muitos democraticamente eleitos; interferiram
grossamente nas eleições de 30 países; bombardearam a civilização de 30 países;
usaram armas químicas e biológicas; e tentou assassinar líderes
internacionais”, conforme artigo publicado por John Pilger, em Carta Maior. A
interferência na Ucrânia, no entanto, aponta o agravamento de erros, dando
cobertura a neonazistas e manipulando informações que chegam distorcidas ao
povo americano. É lamentável o que se desenha no Leste Europeu e tudo indica
que os líderes políticos e das forças armadas americanas não aprenderam muito com o 11/09. Como tenho um olhar místico e procuro analisar tudo, levando em
consideração a fé de que Deus tem o controle de todos e todas as coisas e, com um plano perfeito,
escreve a história da humanidade, enquanto tentamos desobedecer a sua
vontade... Gosto de lembrar que as Américas, o mundo novo descoberto em meados
do segundo milênio depois de Cristo, tem dois países emblemáticos: Estados
Unidos, no norte, e Brasil, no Sul. Um é rico e tem a estátua da liberdade, um
gesto de amizade da França para a comemoração do centenário da Independência
dos EUA. O outro é pobre, mas é rico de recursos naturais, e tem o Cristo
Redentor como seu símbolo principal. Não quero fazer comparações, mas me
pergunto porque Deus fez essa homenagem ao Brasil? O seu Filho amado,
representado no promissor país, preservado de grandes fenômenos e tragédias
naturais, enquanto que a “poderosa” nação, que interfere em todo o mundo, ficou
com uma simbologia estéril, que para o Senhor deve parecer mais uma tentativa
da arrogância humana de criar valores próprios. Estou dizendo isso porque o
Filho de Deus é que significa a verdadeira liberdade para os seres humanos, nos
planos Dele. O Salvador está no Brasil, na Terra Maravilhosa. E isso será
explicado um dia.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Cartão amarelo
Esse alvoroço de um pequeno segmento da sociedade brasileira contra
a Copa no Brasil... Sinceramente, não vejo nem patriotismo nem cidadania,
embora os argumentos pareçam altruístas, cheios de idealismo. Mas o motivo real
do movimento me parece mesquinho. Lembro o fato de ser um ano eleitoral e que
alguns setores poderosos do mercado, mais precisamente os especuladores da
economia, se manifestam contra a tendência política do País, na direção da igualdade
social. Que o Brasil vem combatendo paulatinamente a miséria é algo que
precisamos reconhecer. Mas os poderosos especuladores controlam parte da
imprensa e conspiram contra essa política. E agora parecem tomados pelo desespero.
Prevêem o sucesso da Copa como algo que pode favorecer o atual governo. Nesta corrente
“pra frente”, aparecem agarrados (ou algemados) alguns desavisados,
simpatizantes da extrema direita, que, embora não pertençam à elite, a defendem,
sem saber exatamente o que estão fazendo, como meros seguidores do egoísmo. Vejo
inveja igualmente nos ataques ao programa Bolsa Família, uma clara revelação do
egoísmo no ápice da crueldade preconceituosa. Quem ama o dinheiro odeia pobre. São
os que destilam ódio contra os beneficiários do programa, através de
manifestações preconceituosas nas Redes Sociais, essa abençoada tribuna que vem
ajudando a fortalecer a democracia brasileira, uma vez que enfraquece a mídia
controlada pelo poder financeiro. A manifestação da extrema direita também é
legítima e saudável e nos ajuda a enxergar a conjuntura atual. Já comentei
neste blog que entendo a Copa como uma grande oportunidade para o Brasil se
projetar internacionalmente. Cheguei a dizer, como se desse um grito de
torcedor, que o mundo irá se encantar com o Brasil. E reitero esse sentimento,
pois confio na simpatia do nosso povo, encantador pela simplicidade e acolhedor
por natureza. Contra os argumentos de que o futebol aliena o povo, devo lembrar
que as manifestações do ano passado aconteceram às vésperas e durante a Copa
das Confederações, com a Seleção Brasileira ganhando, conquistando o campeonato.
Muitas águas ainda vão rolar no processo eleitoral deste ano e, para quem acha
que as cartas já estão em cima da mesa, recomendo que espere mais um pouco.
Sabemos que ainda temos que conquistar muito. Precisamos retomar o efetivo
combate à corrupção, lembrando que todos os setores são prejudicados pela
inaceitável evasão de recursos. Mas estou otimista e sinto no coração: Deus
ouviu o clamor do nosso povo.
domingo, 11 de maio de 2014
Brasil, mostra o seu face!
Não podemos achar que o Facebook seja o responsável pelo ódio destilado pelos brasileiros, nos últimos tempos. Aliás a
Rede Social ainda será parabenizada por ter aberto o canal em que caem
máscaras. Pois muitos se expressam como se fossem anônimos e dizem coisas que
jamais diriam pessoalmente. Discutem política com agressões pessoais a pessoas
conhecidas, como se não fossem se encontrar com elas em algum tempo. Sei de
casos de grandes discussões que resultaram em constrangimento total no encontro
pessoal... Cabe sempre um pedido de desculpa e o perdão, pois desabafar na Rede já se tornou um hábito. Isso é ruim? Creio que não, pois os sentimentos já
existiam e existem. O que não podem é ficar submersos. Que todos se manifestem
e festejem a democracia. Os relacionamentos pessoais plastificados podem ser
aquecidos por esse novo hábito. As pessoas costumam esconder sentimentos e isso
faz um mal enorme a quem os reprime, diminuindo as chances de obter um
relacionamento verdadeiro. “Quem de dentro de si não sai vai morrer sem amar
ninguém”, disse Vinícius de Moraes. Dizer o que sente é um exercício saudável.
Só lamento que o Brasil estivesse escondendo tanto ódio sem sentido. Vejo
pessoas se manifestando contra o “bolsa família”, como se preferissem ver pobres
passando fome. É bom que os brasileiros que odeiam pobres se manifestem. A
direita radical estava calada, reprimida, e dava uma impressão de que não existia
mais. E agora que está claro o seu vigor e disposição para abrir o jogo,
podemos analisar pra onde vai o voto, com quem se identifica. E observar melhor
os candidatos da sua escolha. Pois o Brasil tem melhorado, não só em economia,
com maior distribuição de renda, mas também em democracia. E não pode regredir.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Liberdade 2
Se a virtude está no meio, a liberdade está entre as
ideologias, entre os partidos políticos, no espaço vago entre as torcidas dos
times de futebol. É como num texto dizer coisas nas entrelinhas para se
comunicar pelas frestas e, assim, driblar a censura, senão política ou social,
do próprio ego. Porque a cobrança é poderosa, quando você faz parte somente de
uma parte do todo. Cobrança inclusive da auto-imagem. Ser livre é residir entre
essas partes, resistir à pseudo-proteção das “panelinhas”, e abrir mão do
prazer fugaz de pequenas vitórias partilhadas de maneira mesquinha. Se você se
identifica com um dos lados, cuidado para não excluir o outro que também tem
algum pedaço seu. Se é pra fazer parte que seja do corpo de Cristo que não combate pessoas, mas o mal. Jesus Cristo nos ensina a amar o inimigo. Isto também
quer dizer que não se pode abraçar uma causa como se os oponentes a ela
tivessem que ser eliminados. Abraçar os ensinamentos do Messias, aliás, é
largar todos os demais ideais que não contemplem o amor. É preciso perceber que
ideologia é vazia de amor, pois se baseia em regras. É racional, dura, fria.
Pode ajudar uma comunidade em determinado momento, para se livrar de uma
exploração, mas depois essa mesma comunidade sofre com a rigidez de uma nova
opressão. É muito comum em partidos políticos a “briga” interna por espaço e a
arma normalmente é o patrulhamento ideológico, flagrando entre os próprios militantes a ausência de liberdade.
Quem não é livre não liberta. Quem se arma não ama. Desapegar-se de agremiação,
rótulo, time e todo tipo de classificação que separe a humanidade é a única
maneira de se sentir parte do todo e se harmonizar com o Céu e a Terra. O
desequilíbrio existente no Brasil, em que o poder econômico manipula
informações pela mídia, está diminuindo com a participação da sociedade na Internet.
Estão com os dias contados os métodos políticos que nas campanhas eleitorais atacam
adversários e disseminam ódio entre os eleitores. Pois é notável como os tiros,
cada vez mais, saem pela culatra. Então, é hora de se libertar. Animo o leitor
a confiar em Deus. E não se sentir na obrigação de procurar um lado para defendê-lo de outro ou, pior, atacar o outro. É importante que a gente se
posicione, que manifeste nossa opinião, defenda nosso ponto de vista. Mas faça
isso com amor e por amor. Não o faça por estar numa determinada trincheira e
precisa trocar tiros. É tempo de paz.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Terrorismo
Diz uma parábola que certo rei, que havia feito um acordo
com o maligno, foi abordado pelo tal, enfurecido por um pequeno ato de traição,
portanto, disposto a matar 300 súditos para se vingar. O rei dormiu naquela
noite preocupado. Mas dormiu, até porque não era a pele dele. A notícia se
espalhou pelo reino a respeito da vingança do diabo e, uma semana depois, já
haviam morrido 2 mil súditos. Cheio de “justiça”, se sentindo do lado da razão,
o rei reclamou com o “coisa ruim”: por que teria matado bem mais do que havia
dito? Com uma risada sarcástica, de quem já sabia da dimensão aproximada dos
efeitos de seus ditos, ele se defendeu: “eu realmente
fiz o que disse que ia fazer, matei 300 súditos. O restante morreu de medo”. O
ser humano convive com o medo sem se dar conta de que é um dos seus maiores
inimigos. Convive como se fosse amigo, como se o protegesse. Mas o medo, quando exagerado, é o que
faz matar. É o que provoca inimizades, mesmo em pequenas doses. É o que separa namorados, apaga
sonhos... Os pais não sabem o quanto fazem mal a seus filhos, quando os educam, impondo medo. O medo faz roubar, injuriar, caluniar... O que é ciúme, senão medo?
O que é competição, se não medo? O medo ao extremo deixa o homem paralisado,
incapaz. Mas isso acontece gradativamente, conforme o medo avança suas
entranhas. E o que faz o homem amarelar? Geralmente, a mentira. Normalmente, a
ampliação de coisas bobas. Os mistérios também, quando não são amados. Aliás,
tudo que não é amado provoca medo: Os vizinhos calados, o amigo tímido, o
estrangeiro, o mendigo, o louco, o desconhecido. O medo é uma das estratégias
do mal, pois um ser humano amedrontado é presa fácil (para virar mau, o único
objetivo do maligno). Porque o medo é ausência de fé. E não precisa contestar,
dizendo que “coragem não é ausência de medo, mas saber enfrentá-lo”. Quando
digo “medo”, refiro-me ao sentimento que já dominou o coitado. O que a coragem
enfrenta é a ameaça com a certeza de luta. É a mentira com a confiança. O
terrorismo com serenidade. A dor e o sofrimento com aceitação. E o desconhecido
com a boa vontade. Dos temores do homem, o único louvável e, que na verdade é sua grande salvação, é o
temor a Deus. Que não significa medo de Deus, mas respeito que se apura com o
amor. Diz a Bíblia Sagrada que o princípio da sabedoria é o temor a Deus. Certamente
porque quem teme a Deus e se entrega de amor, vai gradativamente perdendo os medos
de qualquer outra coisa. Até se transformar num ser humano de verdade, ou seja,
sem “medos”.
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